Há alguns anos atrás, eu e minha mulher decidimos passar cerca de cinco dias na Ilha Grande, litoral sul do Rio de Janeiro. Era nossa primeira vez por lá, e não tínhamos nenhuma indicação de amigos para pousadas, apenas uma indicação geográfica de em que praia ficar.
Pra isso, recorremos ao velho Guia Quatro Rodas para descobrir pousadas que coubessem em nosso orçamento. Escolhemos cinco. Porém, antes de telefonar para elas e tentar reservar a estadia, entramos na internet para procurar os respectivos sites. (Sim, o guia era velho e não tinha esta info ainda.)
Das cinco, duas não tinham sites. Uma tinha um horroroso e desatualizado (daqueles dignos de se sugerir tirar do ar)
e as últimas duas tinham sites simples, arrumadinhos. Ligamos para estas duas e optamos por uma delas.
Chegando lá, com tempo de sobra para caminhadas, nos demos o trabalho de comparar a vida real com a web. Fomos a cada uma das quatro outras escolhidas, para avaliar a nossa escolha.
Uma das duas pousadas que não tinha site estava fechada. A mais humilde de todas era a que havíamos escolhido. Era a mais longe da praia, com acomodações mais simples, quase uma pensão evoluída. As fotos eram verídicas, mas tiradas em ângulos profundamente favoráveis, que, obviamente, valorizavam muito o local. A outra que possuia site era também simples, porém bem esquisita. As duas outras eram disparado melhores do que a nossa escolha. A melhor das duas, a que tinha o site horrível, parecia um clube, era charmosíssima em suas instalações e custava míseros dez reais a mais pela diária. Teria sido nossa escolha.
O que esta historinha nos mostra? Que as pousadas que não têm site ou cujo site seja aquém do aceitável estão perdendo dinheiro. A simples inexistência do site nos fez descartar as três empresas. Imagine quantos clientes em potencial tomam a mesma atitude diariamente nos mais vários nichos de mercado. Filtros, médicos, advogados, parafusos, instaladoras de toldos… Tudo. O risco de uma empresa ser descartada no momento de um primeiro contato por uma presença pífia na web é enorme. Até porque, hoje em dia, o catálogo telefônico é a web.
E como isso funciona? Google -> nome da empresa ou serviço procurado. Se o site for ruim ou inexistir, vai aparecer a concorrência ali! E ai, o cliente que buscou a empresa X, encontrou as empresas Y e Z. A mesma coisa vai acontecer se ele digitar o nome esperado do seu site e não o encontrar. Como exemplo, a Tribo tem os dois domínios tribo12.com.br e o tribodoze.com.br. Não podemos nos dar ao luxo de não sermos encontramos por quem nos procura.
Por último, uma pergunta: por que eu estou contando uma história passada há anos (quatro talvez) atrás? Porque ainda hoje isso é realidade, menos nos grandes centros, como o Rio, mas muito no DF, onde estamos atuando já há algum tempo. A web do DF e entorno está, no barato, cinco anos atrasada em relação ao Rio. Quem sair na frente com qualidade (ainda hoje) vai ganhar a corrida.



Muito interessante a matéria. Tenho trabalhado algumas coisas em meu site com o auxilio de algumas dessas dicas.
Conheço a task sistemas.
Parabéns pelo post