10.04.13 publicado emcomercial | mecanismos de busca | sociedade

Mundo real x mundo web

Há alguns anos atrás, eu e minha mulher decidimos passar cerca de cinco dias na Ilha Grande, litoral sul do Rio de Janeiro. Era nossa primeira vez por lá, e não tínhamos nenhuma indicação de amigos para pousadas, apenas uma indicação geográfica de em que praia ficar.

Pra isso, recorremos ao velho Guia Quatro Rodas para descobrir pousadas que coubessem em nosso orçamento. Escolhemos cinco. Porém, antes de telefonar para elas e tentar reservar a estadia, entramos na internet para procurar os respectivos sites. (Sim, o guia era velho e não tinha esta info ainda.)

Das cinco, duas não tinham sites. Uma tinha um horroroso e desatualizado (daqueles dignos de se sugerir tirar do ar)
e as últimas duas tinham sites simples, arrumadinhos. Ligamos para estas duas e optamos por uma delas.

Chegando lá, com tempo de sobra para caminhadas, nos demos o trabalho de comparar a vida real com a web. Fomos a cada uma das quatro outras escolhidas, para avaliar a nossa escolha.

Uma das duas pousadas que não tinha site estava fechada. A mais humilde de todas era a que havíamos escolhido. Era a mais longe da praia, com acomodações mais simples, quase uma pensão evoluída. As fotos eram verídicas, mas tiradas em ângulos profundamente favoráveis, que, obviamente, valorizavam muito o local. A outra que possuia site era também simples, porém bem esquisita. As duas outras eram disparado melhores do que a nossa escolha. A melhor das duas, a que tinha o site horrível, parecia um clube, era charmosíssima em suas instalações e custava míseros dez reais a mais pela diária. Teria sido nossa escolha.

O que esta historinha nos mostra? Que as pousadas que não têm site ou cujo site seja aquém do aceitável estão perdendo dinheiro. A simples inexistência do site nos fez descartar as três empresas. Imagine quantos clientes em potencial tomam a mesma atitude diariamente nos mais vários nichos de mercado. Filtros, médicos, advogados, parafusos, instaladoras de toldos… Tudo. O risco de uma empresa ser descartada no momento de um primeiro contato por uma presença pífia na web é enorme. Até porque, hoje em dia, o catálogo telefônico é a web.

E como isso funciona? Google -> nome da empresa ou serviço procurado. Se o site for ruim ou inexistir, vai aparecer a concorrência ali! E ai, o cliente que buscou a empresa X, encontrou as empresas Y e Z. A mesma coisa vai acontecer se ele digitar o nome esperado do seu site e não o encontrar. Como exemplo, a Tribo tem os dois domínios tribo12.com.br e o tribodoze.com.br. Não podemos nos dar ao luxo de não sermos encontramos por quem nos procura.

Por último, uma pergunta: por que eu estou contando uma história passada há anos (quatro talvez) atrás? Porque ainda hoje isso é realidade, menos nos grandes centros, como o Rio, mas muito no DF, onde estamos atuando já há algum tempo. A web do DF e entorno está, no barato, cinco anos atrasada em relação ao Rio. Quem sair na frente com qualidade (ainda hoje) vai ganhar a corrida.

 
30.03.13 publicado emtecnologia

Da rede social pro site. Não o contrário!

A presença de um empresa hoje em dia na internet pode não se resumir a um site. O bom uso das principais redes sociais (atualmente facebook e twitter) e do youtube é porta alternativa para o acesso às informações. Parece meio óbvio, mas eu canso de ouvir ideias pra lá de esquisitas sobre esse assunto. Então vamos lá:

Pra que linkar o seu site com as redes sociais? Pra que as pessoas que se interessem pelo conteúdo que você publica possam, num clique, passar a seguí-lo e, com isso, serem avisados de suas novidades, atualizações etc. Também para que o visitante possa curtir algum conteúdo específico seu e, com isso, recomendar o site para os amigos.

Com isso, após atualizar seu site, basta você postar um chamado para o novo conteúdo nas redes sociais. Seus seguidores receberão automaticamente. O chamado deve ser um resumo do conteúdo completo. Algo que instigue o seguidor da rede social a ler o conteúdo completo. No site. Local de conteúdo completo é no site, não em rede social. E a rede social serve corporativamente pra levar o visitante para o site da empresa.

Não faz nenhum sentido reservar um espaço para publicar a(s) última(s) atualização(ões) do seu facebook ou twitter no seu site, exatamente porque o caminho desejado é o contrário. O conteúdo completo está no site, não na rede social. Argumento mais claro ainda: o visitante está no SEU site, atenção exclusiva em você. Ai você o manda de volta pra torre de babel que é o FB? Não! Mal comparando, é como se o cliente entrasse numa loja sua e você o mandasse para outro ponto de venda, num shopping center cheio de outras atrações. É muito provável que o cliente se “perca” no caminho.

Outra ideia inacreditável é achar que o facebook pode substituir um site. nunca! O facebook é feito para conteúdo volátil, rápido, imediato. Escrever algo fixo nele (o conteúdo de um site corporativo) não vai atrair ninguém para ler aquilo. Se você atualizar sempre, seu conteúdo institucional sumirá pra trás nos posts. Em suma, site é site, rede social é blablablá.

abraços!

 
29.01.13 publicado emsociedade

A Epopéia da volta

Peço desculpas pelo tema abordado fugir ao assunto central deste blog, mas acho necessário compartilhar essa historinha.

Ontem, 28/01/2013, vôo GLO 1590, marcado pras 21:35h no Santos Dumont, o aeroporto doméstico do Rio de Janeiro. Chegamos 20:15h no aeroporto, que estava, àquela altura, fechado por causa de uma bruma branca e baixa. Os prognósticos não eram os melhores. Na tela de info, o vôo apontava check-in aberto. Aproveitamos para trazer uma boa quantidade de livros, roupas e uma rede, o que nos fez trazer uma grande quantidade de peso. Três malas grandes, mais duas mochilas e três bolsas menores de bagagem de mão. Mais nossa bebê de três anos. Sim, à noite, com sono, uma criança de três anos vira um bebê de 15 quilos. As bolsas de mão levavam comida, livros, brinquedos, muda de roupa.

Sentamos e esperamos. Por volta de 21:15, vários vôos começaram a ser liberados e outros aparentemente cancelados. Dez da noite, o som pede que “compareçamos ao portão de embarque”… Começava a peregrinação.

O sujeito da gol nos comunica que nosso avião havia pousado no outro aeroporto, o Galeão, a meia hora de carro de distância, porque, segundo ele, o Santos Dumont fecha às 23h.

(A explicação aparece neste link abaixo. Depois volto a ela)

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,infraero-e-inea-chegam-a-acordo-sobre-santos-dumont,429812,0.htm

Entramos no portão de embarque, como se fôssemos realmente embarcar, para imediatamente pegarmos nossa bagagem. Você acha que a Gol (não sei se isso é padrão para todas as aéreas) se responsabilizou por nos transportar até o outro avião já com nossa bagagem? Nanão. A Manu de 15 quilos dormia profundamente no colo da mãe (graças a Deus) e eu precisei empilhar as 3 malas, cada uma com duas toneladas, e mais toda a bagagem de mão num carrinho que, por Murphy, puxava completamente para a direita e que me obrigou a equilibrar as coisas e fazer um esforço hercúleo (lindo isso…) pra empurrar a pirâmide desequilibrada por todo o aeroporto até o ônibus – parado do outro lado da pista, longe da rampa para descer o meio fio.

Enfim, despachados pela 2a vez os blocos de granito, entramos no ônibus para um city tour até o Galeão, aonde não pisávamos havia anos. Nada mudou. Acho que o tombaram… Meia hora depois, descer do ônibus, correr pra pegar um carrinho para receber novamente os ebós. As malas parecem pesar cada vez mais. Manu segue apagada. A mãe morta de cansaço. Os passageiros pegam as malas para levar ao balcão da gol, onde são simplesmente atiradas na esteira para ir para o outro avião.

Às cinco para o dia seguinte, enfim, decolamos. Chegamos em casa às 2:20 da madrugada. Seis horas de viagem e algumas conclusões:

- Informação é tudo. Não lembrava desse inacreditável horário de funcionamento do SDU. Mas mesmo que lembrasse dele, acreditava ser algo coerente. Uma coisa é você agendar vôos para meia-noite, uma da manhã, e fazer o aeroporto operar noite adentro de forma planejada. Outra coisa é fechar o aeroporto pontualmente às 23h e impedir um vôo que poderia decolar 23:15, por exemplo, de seguir adiante. Os responsáveis por estas maravilhosas normas de operação certamente não pegam vôos noturnos. Isso transforma o horário de 22:30 às 23h do Santos Dumont na embaixada americana em Saigon, com todos querendo se agarrar ao último helicóptero pra fugir dali. Conclusão: vôos tardios no Santos Dumont, nunca mais.

- Vou pesquisar acerca das responsabilidades das companhias aéreas sobre a bagagem embarcada pelos passageiros. Não sei se esse é o procedimento padrão, mas o fato é que ontem, por duas vezes, os passageiros prestaram serviço de carregadores para a Gol. Acho que a principal razão da coisa é se livrar da responsabilidade pelo sumiço de alguma bagagem neste périplo pelo Rio de Janeiro. Atira-se malas e responsabilidade na mão do passageiro. O fim.

- Não haviam pessoas de muita idade ou crianças viajando sozinhas, mas se houvesse alguma pessoa com dificuldade de locomoção ou algum gringo (coitados… sofrerão…) que não entendesse direito o que estava acontecendo, estaria entregue à própria sorte. Não houve nenhum acompanhamento por parte da gol. O povo do ônibus era terceirizado. O portão de embarque indicado era o errado. Nós nos viramos.

O piloto fez um excelente vôo. O povo de bordo foi atencioso. Fizeram a parte deles.

Volto ao assunto outro dia. Abraços!

 

 
30.09.12 publicado emmecanismos de busca

Pesquisando no google – parte dois

Continuando a falar de pesquisa no google, outras dicas menos conhecidas (acredito eu):

-Letras maiúsculas não fazem diferença. Pesquisando Catalano, catalano ou CaTaLaNo, os resultados serão os mesmos.

- Qualquer palavra usada na busca influi em seu resultado. Pesquisar livro produz resultados diferentes de o livro, por exemplo.

- A ordenação dos termos da pesquisa também tem influência em seu resultado. Pesquisar preto e branco terá resultado diferente de branco e preto.

- Símbolos são ignorados, com poucas exceções, tais como C++, C#, #hashtags, @zecatal, $15 (valores) e 20% (percentuais).

- Existem vários operadores para uso no google. O primeiro deles é site. Ele limita a busca ao site (ou extensão de site) que você escolha. Por exemplo: tiririca site:gov.br buscará o termo tiririca apenas em sites de extensão gov.br. Outro: vasco site:globo.com: mostrará Vasco nos sites da globo.com.

- Outro: tipo do arquivo. Exemplo: filetype:xml . Pode ser usado em conjunto com outros operadores, como o site. Atenção: não pode haver espaço entre o operador e o valor buscado. Exemplo: filetype:xml site:.gov.br

Ainda vem mais por ai. abraços!

 

 
23.09.12 publicado emmecanismos de busca

Pesquisando no google – parte um

Sou do tempo em que havia concorrência no mundo das buscas na internet. Yahoo, web crawler, cadê (brasileiro), altavista (meu favorito) eram sites de busca, cada um com suas vantagens em detrimento de outros. Então surgiu o google, com seus tentáculos. E em poucos anos, pulverizou os concorrentes.

E o treco é poderoso mesmo. Mas o engraçado é que a grande maioria dos internautas não sabe usar um centésimo da capacidade de busca da ferramenta. Até porque isso não está escrito em lugar nenhum. Vou tentar colocar algumas dicas em alguns textos. Espero que sejam úteis.

A primeira é sobre imagens. Muitas das buscas que precisamos fazer são para achar imagens de pessoas, coisas etc. Você pode começar chamando
http://image.google.com
Com isso, você já entra diretamente na área de busca específica por imagens. Ao fazer isso, no campo de texto para a busca, aparece o ícone de uma câmera. Clicando nele, você passa a ter duas opções: enviar uma imagem que esteja no seu computador ou digitar o endereço de uma imagem da web para que o google procure imagens similares à sua escolha. Isso é particularmente interessante quando sua imagem é um exemplo ou está suja e dará um trabalhão de ser tratada e publicada limpa.

Agora, ainda nas imagens, procure por ferrari. Surgirão centas ferraris, claro, a maioria vermelha. No lado esquerdo, aparecerão quadradinhos com todas as cores básicas. Clique no amarelo, por exemplo, e você terá uma coleção de ferraris amarelas. Na verdade, a ferramenta procura imagens com predominância da cor que você escolheu. A escolha também pode ser de fotos preto e branco. Portanto, se ao invés de buscar amarelo, por exemplo, que é uma das cores padrão da ferrari, você procurar por verde, provavelmente encontrará várias ferraris distintas em gramados ou paisagens. Ainda no lado esquerdo, há controles para a idade da foto na web, tamanho (em pixels e bytes) da imagem e tipo da imagem – se desenho, foto, foto com rosto ou um clipart. Todas estes seleções podem ser reiniciadas pelo link de reset nessa mesma lateral. Por último, se você encontrar uma imagem que se assemelhe à que você deseja na lista de imagens que o google retornou, mas esta ainda não é aquilo que você esperava, clique uma vez sobre a imagem. Aparecerá um link chamado “similares”. Ao clicar nele, o google tentará encontrar imagens similares à sua escolha. Tudo isso partindo de palavras ou imagens.

Espero que seja útil!

abraços

Zeh

 
12.11.11 publicado emtecnologia

estratégia em foco

Tem post Tribal no interessantíssimo blog sobre estratégia, dos professores José Gaspar Novelli e Bento Alves Costa Filho, do MBA do Ibmec DF. O post fala sobre Flash.

Visitem http://www.estrategiaemfoco.com.br

Obrigado, professor! :)

abraços,

Zeh

 
05.11.11 publicado emmecanismos de busca | tecnologia

um pouquinho sobre os domínios

Trinta reais por ano. Este é o preço anual de um domínio .br, cadastrado no registro.br, entidade única responsável pelos domínios brasileiros. A maioria das pessoas acha que a escolha do(s) domínio(s) da empresa é algo óbvio, que não requer mais do que cinco minutos de atenção. Grande erro. Um domínio mal escolhido poderá causar dores de cabeça por anos a fio para todos os seus negócios.

Aparentemente, no Brasil, os marketeiros estão optando por nomes cada vez mais longos. Frases mesmo. Não acho uma boa política. As pessoas têm preguiça de digitar. Quanto mais longo, pior. E mais possibilidades de erros. Abaixo cito alguns tópicos a esse respeito. São idéias válidas há 15 anos, pelo menos, mas que continuam importantes e pouco conhecidas.

Abreviaturas – Ao contrário do que pensa a maioria dos empresários brasileiros, o domínio de um site não precisa ser, necessariamente, o nome por extenso da empresa. Nos Estados Unidos, casos como o da Computer Associates ou o da Price Waterhouse Coopers são exemplos disso. Usam globalmente os domínios ca.com e pwc.com – como várias outras empresas, abreviaturas. Elas sacrificaram o uso de nomes conhecidos pra facilitar a vida dos internautas. E deles. A possibilidade de ocorrer um erro de digitação em um desses dois domínios é quase nenhuma. Já com o nome por extenso, ela é gigante. De que adianta colocar como domínio o nome por extenso da sua empresa e perder visitantes por isso?

Soletrando – Quando decidir o domínio da sua empresa, lembre-se de que os seus emails terão este domínio em sua formação. Por isso, (para todo o sempre) toda vez que, no telefone, tiver de dizer seu email, se optar por um domínio rebuscado, terá de soletrar o domínio pra outra pessoa. Ou pior, você não fará isso, e ela não saberá escrever o domínio. E você perderá a visita. O ideal é que não haja nenhuma dúvida possível quanto à grafia do seu domínio, ou seja, que qualquer pessoa que ouça o seu www.xxxx.com.br consiga digitar de primeira seu domínio.

Cobrir todas as possibilidades – Se houver uma segunda ou terceira possibilidade de grafia do seu domínio, você deve investir nele. Temos, por exemplo, o tribodoze.com.br registrado. Ele aponta pro tribo12.com.br, ou seja, é um espelho do outro, que só utilizamos quando respondemos o “tanto faz” quando perguntam se é tribo um dois ou doze por extenso. Cliente nossa, a Nanodynamics, empresa de nanobiotecnologia, registrou quatro domínios: no singular e com i em vez de y. nanodinamic, nanodynamic, nanodinamics e nanodynamics, o verdadeiro nome. Com isso, ela cobre as principais possibilidades de engano de um visitante. Nesse caso estão também letras dobradas, Ks e, infelizmente, nomes acentuados, com cedilha ou hífen. O registro.br considera diferentes estes últimos casos. Portanto, acao.com.br e ação.com.br são dois domínios distintos. Até uns dois ou três anos atrás, não era possível se registrar um domínio com estes caracteres.

Parecem providências meio óbvias, mas não o são. Hoje mesmo, vi o lançamento de um projeto, parceria da Unicef e um time do Rio, chamado www.meutimenota10.com.br . Não registraram o meutimenotadez.com.br . Esta providência também abre uma porta para desonestidades, já que alguém mal intencionado pode registrar este domínio e fazer acreditar ao visitante que se trata da instituição verdadeira. Bancos tentam registrar todas as combinações possíveis de erros de grafia para se precaverem desse tipo de fraude.

Por isso, vale a pena pensar bem no seu domínio antes de registrá-lo. Mas mesmo que já o tenha feito, dá pra mudar.
Grandes empresas o fazem.

 
30.10.11 publicado emdesign | tecnologia

A 3a idade tenta se conectar

Sábado, 22:55. Estou há cerca de vinte minutos ouvindo minha sogra, que usa diariamente a internet, tentando ensinar a irmã, pouco mais velha e sem grandes experiências na web, a acessar o site de uma revista semanal e ler uma das matérias em destaque.

A matéria está no banner principal do site, na 2a posição, pois embora seja a capa da revista de amanhã, domingo, perdeu em status pro câncer do ex-presidente. Ou seja, a matéria de capa não aparece de cara. É preciso esperar o banner ter sua transição automática. Só então ele aparece e toda a sua superfície é clicavel, embora não pareça.

Cada dia mais temos pessoas de mais de 50 anos de idade sendo iniciadas na internet. Várias são as possíveis razões para isso: presença do computador em casa, conexão “gratuita” atrelada ao pacote de tv e telefone, ou mesmo a obrigação de fazer algo via internet, como imposto de renda, por exemplo.

O fato é que este público está crescendo muito. Gente que nunca usou um pc está agora pendurado neste mundo novo. A grande maioria deles é acompanhado, pelo menos no início, por um filho ou um neto, que tenta amenizar o MEDO que vem da tela. Se esta primeira experiência for ruim, é muito possível que surja daí um bloqueio e esta pessoa nunca mais volte a tocar num pc.

Por outro lado, minha filhinha de um ano e dez meses pilota um Iphone sozinha. Pensa-se cada vez mais na pirralhada, que cedo tem um computador e joguinhos à disposição. E aí elabora-se sites quase pirotécnicos, cujos destaques às vezes são complicados até pra quem vive conectado.

Este é o momento em que boa parte dos cidadãos brasileiros de meia idade passará pela tal inclusão digital. E nesse momento, para este público, não basta dar acesso a um pc e boa conexão. É preciso pensar que a página da sua empresa pode ser visitada por esse nicho e que efeitos muito elaborados e sistemas de navegação muito complexos podem transformar esta visita em algo literalmente traumatizante e afugentar o visitante. Ou pior, fazer com que essa pessoa nunca mais se aproxime de um computador.

Um erro muito comum é pensar que as pessoas dessa idade que não acessam a internet em 2011 tem pouca instrução ou são donas de casa e aposentados em busca apenas de pagamento de contas ou receitas de culinária. Quem está de olho nesse público já descobriu que são compradores em potencial e que costumam ter tempo para se dedicar a pesquisas, a leitura de sites de notícia e até a joguinhos online. Porém, além desses, há ainda muita gente no mercado de trabalho (empresários, industriais etc.) que não faz uso de computador até hoje ou só o faz por obrigação. Se uma dessas pessoas escolhesse a página da revista em questão, possivelmente não iria adiante.

É por isso que sou tão crítico com sites com efeitos muito rebuscados. Quando a gente desenvolve um site, mesmo sendo algo destinado a um público jovem, norteia seu design pela simplicidade e navegabilidade. Evitamos ao máximo pirotecnias tecnológicas. O que tem de ter destaque num site é seu conteúdo que tanto minha filhinha quando a avó dela devem poder localizar sem aborrecimentos. Internet tem de ser um prazer e um lazer.

Zeh

 
23.08.11 publicado emnotícias da tribo

Tribo 12 – marca registrada!

Depois de muitos anos de espera no INPI, a Tribo 12 teve sua marca registrada hoje, com publicação na revista do INPI. Optamos, há muitos anos atrás, fazer o processo sozinhos, por corte de gastos. Deu tudo certo.

A demora não se deveu só à burocracia, mas também ao fato de, durante o processo, uma empresa Tribo alguma coisa ter protestado contra outra Tribo – nenhuma das duas tendo nada a ver com a Tribo Doze. Isso atrasou o processo em anos. Agora, tudo ok, podemos considerar mais que nunca a marca da Tribo como nossa!

 
11.03.11 publicado emnotícias da tribo

Novos rumos Tribais

No início de março, a Tribo começou um novo capítulo da sua história. Ela perdeu um sócio e parceiro de longa data, mas ganhou um amigo. Eduardo Vieira vai se dedicar à vida acadêmica e a projetos pessoais e vai deixar, certamente, muita saudade.

Além de parceiro em todas as horas, o talento do Eduardo pode ser visto em muitos dos trabalhos da Tribo que estão no ar. Eterno estudioso do design, aplicou sua criatividade não só na internet, mas na criação da identidade visual de clientes e também em peças que fizeram a cara da Tribo, como as nossas camisetas. Eu acho que fui uma das “vítimas” prediletas nesses últimos anos. E saí lucrando com isso. Fui o primeiro modelo para o toy art de papel – que depois ganhou a cara de alguns amigos e clientes e, mais recentemente, virei um toy art de feltro, que hoje é parte de uma pequena coleção. Fica no berço da minha filhinha, cuidando dela :)

Eduardo, todo o sucesso do mundo em seus novos desafios. Eu e a Tribo sempre torcemos por você.

abraços,

Zeh